você não precisa ficar esperando a inspiração chegar, mas você também não precisa criar sem ela.



Eu também já achei que se eu quisesse criar de maneira inspirada, visceral, selvagem, eu precisaria ficar esperando a inspiração chegar. Até que, depois de uma crise de bipolaridade que desgastou meus neurônios (eu não conseguia juntar duas ideias, parecia tudo solto, enevoado, ansioso), eu simplesmente não conseguia criar - até que tive um momento de inspiração. Ou seja: quando estava um caco de ansiedade e exaustão mental, eu não conseguia criar outro jeito, só inspirada.


Foi um desespero! Eu pensei: pronto, vou ter que ficar esperando a inspiração chegar pra poder criar! Eu estava "só o pó", igual diz minha mãe, precisando urgente da descarga de vida e frescor que só a criação dá na gente (não, não tem nada a ver com a euforia bipolar, que é um entusiasmo morto), e só por isso - puro desespero - eu me permiti pensar: tá, mas e se fosse possível invocar a inspiração?


Não, não estou falando da inspiração-raio-que-cai-na-sua-cabeça de ano em ano. Nem de ter muitas e muitas ideias sobre assuntos diversos, todas desconexas – inspiração também não é isso.


Então o que é inspiração?

Para começar, a inspiração é um estado físico, corpóreo, um fenômeno das sinapses / da nossa energia erótica criativa (kundalini), que acontece no corpo-imaginação como uma abertura. Vou explicar.


Quando a inspiração acontece, a linha entre o mundo externo e a nossa paisagem interna (inconsciente, a terra dos sonhos) enfraquece. Então se você tiver, devido a uma combinação de acontecimentos internos e externos, um momento de inspiração, algumas “criaturas” podem conseguir passar por essa fronteira enfraquecida.


Sabe aquelas situações “tive uma inspiração e escrevi o capítulo (que estou tentando escrever há 1 mês) em 1 dia”?


Então! A criatura-capítulo que estava empacada e que iria demorar um tempão para “vir a pé” de repente desliza pela abertura. O que ia ser feito gota a gota de repente é trazido como correnteza: eis a força e o poder de criar com a inspiração.


Mas sua criação não precisa viver só de “momentos” de inspiração e tampouco de inspirações desconexas, que não alimentam o fluxo do que você está materializando,

porque a inspiração não pode ser controlada, mas ela pode ser convidada, atraída, invocada.


Como diz a Elizabeth Gilbert,


Então a boa notícia é: você pode sim aprender a se relacionar com as forças da inspiração (ufa! Isso me salvou). Você pode aprender a cultivar uma abertura, a dissolver com precisão a linha entre a paisagem interna e o mundo externo. Você pode aprender a não interromper seu fluxo criativo e assim ter uma vida inspirada, conectada, próspera. Você pode sim aprender a ser mestra nas sutilezas da sua arte.


Porque a inspiração não é um acidente, um acaso ou uma bênção aleatória – a inspiração é um relacionamento que você estabelece (ou não, né?) com a sua paisagem interna e com as forças inconscientes do seu corpo.


E isso você pode aprender e dominar. Como uma arte mágica.


Foi isso o que eu aprendi na minha busca desesperada. É isso o que eu quero te ensinar.


onde? no caderno como jardim,

um curso de escrita selvagem e jardinagem de ideias na sua paisagem interna.


Dia 7 de dezembro vou abrir uma nova turma, mas antes vamos ter uma oficina-ritual de preparação.



Acompanhe no IG @sheylasmanioto